Esqueça hotel, pousada, resort. Se você quer se divertir, ouvir histórias engraçadas, conhecer gente de todo canto e, às vezes, entrar numas roubadas, teu lugar é num HOSTEL.

 

Dia desses, a gente recebeu um hóspede espanhol aqui. Descobrimos que ele vivia viajando a trabalho e sempre ficava em hotéis de grandes redes mundo a fora. Adivinha em que quarto ele quis passar as férias: num quarto compartilhado com outras sete pessoas.

 

Um hostel proporciona experiências que nenhum outro lugar, nem de longe, vai oferecer. A geladeira compartilhada é um belo exercício de respeito pelo que é do outro. Cada comida tem uma etiqueta com o nome do hóspede e ninguém toca. Agora, o que tá sem nome, é da galera. É uma lei implícita e que funciona.

 

Na cozinha compartilhada, rolam os papos mais incríveis. Não é exagero dizer que os jantares são quase terapêuticos. Não é porque é nossa casa, mas esse lugar é uma delícia.

 

As pessoas se sentem em casa mesmo. Bem, às vezes se sentem em casa demais. Certa vez, recebemos um hóspede que tinha uma certa dificuldade em lavar a própria louça. Depois de alguns puxões de orelha, ele entendeu a regra básica de hostel: sujou, lavou.

 

Por falar em compartilhado, o banheiro também é de uso coletivo. Volta e meia, você cruza com um cara de toalha cruzando a sala, uma menina de pijama pela casa…

 

A gente sempre gostou de receber amigos, de ter a casa cheia, mas esse assunto de hostel é bem novo pra gente. O nosso está completando o primeiro ano. Já temos várias histórias pra contar. Elas virão no seu tempo.

 

Patrícia Taufer Zandonai

Jornalista e Hosteleira